terça-feira, 26 de maio de 2009

O CANTO DO PASSARO (Concerto. Andrew Bird enche São Jorge)


O rendado da folk-music do norte-americano Andrew Bird, oriundo da cidade de Chicago, teve uma noite extra no cinema S. Jorge de Lisboa. Tendo esgotado a data marcada, fez-se mais uma data e foi um Andrew Bird- Redux. Acabou por ganhar com isso todo o público que teve a sorte de se deslocar ontem ao velho cinema da AV da Liberdade. O músico toca esta noite, 26 de Maio, no Theatro Circo de Braga.

Por Shampo Decapante | info@mundouniversitario.pt

Foi com um ar fatigado, que o músico começou o concerto numa toada mais indie. Ao fim da primeira canção, descalçou os sapatos e sentiu-se em casa. Sozinho em palco, apenas com um violino, uma guitarra e um xilofone, Andrew Bird carrega para o palco um vasto Universo sonoro. Pode-se fechar os olhos e começam a chegar-nos imagens de velhos combatentes como, Vini Reilly e os seus Durutti Column, David Sylvian com os Japan, Ryuichi Sakamoto ou a beleza melancólica da Virgínia Astley.

Público rendido
Entre o dedilhar no violino e o assobio de ‘Tenuousness’, o músico mudou o concerto para um ambiente mais New-Country, um salto de gigante com o público rendido e a ensaiar uns primeiros aplausos, inicialmente tímidos, e que começaram a acompanhar o músico numa e noutra canções. «A minha música, nunca é por muito tempo, muito “Groovy”», responde Andrew Bird, que acabaria por arrancar sorrisos e aplausos de uma plateia completamente rendida ao encanto e ao talento do simpático músico norte-americano.

Folk e Fado
Músicas como ‘A Nervous Tic Motion Of The…’, ‘Carrion Suite’, ‘Plasticities’, ou ‘Natural Disaster’, pregaram a audiência à sala do histórico cinema e mesmo algumas falhas no xilofone e no violino depressa foram perdoadas, talvez por virem da noite anterior de uma escapadela ao fados, que o músico revelou muito inspiradora. E se Andrew Bird no passado começou a compôr um dos seus trabalhos num miradouro sobre o Tejo, quem sabe não o volte a fazer com o mote da música tradicional portuguesa.

A passagem do músico por Portugal, encerra esta noite, 26 de Maio, com um concerto no Theatro Circo de Braga. Se estiveres por perto não o percas, pois o multifacetado músico é mesmo uma agradável surpresa, sempre que sobe a um palco.

IN MUNDO UNIVERSITARIO
http://www.mundouniversitario.pt/artigos.php?art=2985

quinta-feira, 21 de maio de 2009

TV TOP 15


Como eu fico encantado com o vidro, um gajo esfrega a lâmpada magica do Aladino e um mago forreta lega-nos 3 desejos que gastamos apenas a pensar em nós, e esquecemo-nos de enviar o Sócrates preencher ofícios para uma repartição pública para o resto da sua vida, mas com o vidro não é assim!
Assim sendo a lâmpada que vá pó caralho! É que um gajo, quando liga uma TV, tem o mundo a seus pés! Eu sinto-me mesmo um Charls Foster Kane a brincar aos média e a governar o mundo do meu sofá, para agradar a minha esposa que não sabe cantar ópera…
Seja a ver a amiga Olga, ou seja a ver um documentário sobre os livros de pornografia ilustrada israelitas, “Stalags”, inspirados em ninfomaníacas nazis, a espancar e a violar cadavéricos judeus nos campos de concentração da Polónia, eu a ver tv, vejo me como Deus na terra.
Tendo recebido o desafio de elaborar as 15 melhores escapadelas televisivas, pelo meu amigo Jorge Carvalho, “Entre Deus e o Diabo”, não me fiz rogado e o apelo segue em baixo com algumas lembranças que me fizeram, para a vida um homem, mas para uma esteticista depiladora um caso perdido, aqui vai.
1- Jornal da noite da TVI com a Manuela Moura Guedes (de preferência com uma peixeirada com o Miguel Sousa Tavares)
2- A amiga Olga
3- Conan O`Brien
4- Wrestling (com fartura!)
5- TV Rural
6- Gabriela cravo e canela
7- Big Brother (com sexo explicito durante 5 segundos)
8- Opinião publica na SICN (de preferência com chamadas de velhinhos saudosos dos tempos do Salazar)
9- programa de culinária do senhor africano que passava na RTPN
10- Erva
11- My name is Earl
12- Eucaristia Dominical (este só de directa)
13- Dallas
14- Sandokan
15- Espaço 1999
Resta-me lançar o desafio aos meus leitores, para que também eles revivam momentos de felicidade e que partilhem nos seus blogs, pois aposto que não há um ser na terra que não tenha estas lembranças.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

A dança em cima da corda. - Efeméride Ian Curtis, vocalista dos Joy Division, suicidou-se há 29 anos


Uma corda a guardar um corpo a balouçar, sobre um ecrã a transmitir 'Ballade vom kleinen Soldaten' do Werner Herzog ditou o fim dos Joy Division. Ian Curtis fazia, assim, a sua última actuação, numa pequena aldeia a 10km de Manchester, em casa de seu pai.
Deixando no currículo três LP's de originais, 'Unknown Pleasures', 'Still' e 'Closer' - que acabaria por se destacar, sendo considerado a obra-prima da banda - a carreira dos Joy Division acabou no dia em que deveria ter começado, pois nesse mesmo fatídico dia, a banda voaria para ao Estados Unidos da América para iniciar uma digressão.
Ian Curtis morreu, assim, aos 23 anos, deixando um espólio que ainda hoje gostamos de dissecar. Dos despojos nasceram os New Order, que acabaram por se revelar uma das mais importantes bandas dos anos 80/90 e que ainda hoje, caminham entre nós, libertos do corpo e da alma, que hà 29 anos, suspenso numa corda se despediu de uma curta visita terráquea.

IN Mundo Universitário
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EDIÇÃO DO QUINTO ANIVERSÁRIO DO MUNDO UNIVERSITÁRIO II


Traquinices em papel de jornal
Os cinco anos são aquela idade chata em que nos negam bolos nas pastelarias e brinquedos nas feiras. Apesar do irresistível puxar de saia do inocente ardina sobre o olhar repreendedor maternal, que amiúde também nos nega as noitadas com uma bola nos pés e um gelado nas mãos. Mas os cinco anos não são só isso.
Mais vendavais e tempestades povoam tenra idade como as que as chatas raparigas semeiam. São capazes de estragar qualquer boa brincadeira meticulosamente planeada. É uma qualidade especial de uma vadia menopausa a inventar sarilhos antes da puberdade, que advêm das babes por essa altura.
Com cinco anos, sabemos o que sabemos, e sabemos que isso é muito. Sabemos o que os adultos nem sonham. Viajamos em sonhos de arruinar o mundo ataviados de uma forquilha de elásticos numa mão e com cinco dedos vincados na cara, se com esse plano partirmos uma janela alheia. Mas essa embaraçosa visão nunca faria capa no MU. Um jornal adulto, mesmo antes dos sarilhos da puberdade, que possam deambular em tão curta carreira por páginas que poderão divulgar uma fórmula de salvar o Universo de todas as forças diabólicas ou, simplesmente, publicar notícias de uma certa irreverência estudantil. Por tudo isto, a este caloiro ainda em banho-maria para umas boas praxes, um simples e sincero Parabéns.
Por Shampo Decapante |
info@mundouniversitario.pt

Comentário do director - Fernando Alvim
Antes de tudo, o termo “Traquinices” logo no início desta mensagem remete-nos para aquelas revistas de carácter erótico de que todos gostamos. Títulos como
“Traquinices no sótão”; “Traquinices a dois” e coisas assim... Parabéns por isso! Depois, é evidente que não foi nenhum caloiro ainda em banho-maria que escreveu isto. Há que agradecer isto a quem o enviou de facto: Obrigado, Francisco Louçã.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

EDIÇÃO DO QUINTO ANIVERSÁRIO DO MUNDO UNIVERSITÁRIO



Na semana passada, o MU fez 5 anos e lançou uma edição especial de Aniversário. O Fernando Alvim sentou-se por uma semana na cadeira do Director do jornal, escolheu os temas e comentou os artigos. O MU convidou o Shampo Decapante para fazer parte deste momento e aqui estão os seus textos.
*Saudações Universitárias
*ASS: MU

ENTRE AS MÚSICAS DA MEMÓRIA
A MÚSICA E O MAR
A música portuguesa está repleta da inspiração do mar, quer no Pimba a descarrilar nas festas de verão das aldeias, quer nas bandas que tocam nos festivais de verão. Num país virado para o Atlântico e com um passado histórico de descobrimentos marítimos é natural que assim seja. Fazer uma compilação deste espolio é como navegar no próprio oceano, uma aventura onde podemos encontrar verdadeira riquezas a sair da neblina matinal

SETE MARES
Uma das músicas que mais ficou, na recente história do país, na memória dos portugueses foi o Sete Mares dos Sétima legião, todo o tema gira em volta do mar e de quem vive dele. São aventuras contadas numa melodia que ainda hoje ecoa pela nação, por uma banda que marcou uma geração e que viveu a segunda explosão da música moderna portuguesa. “Hoje num vento do norte/ fogo de outra sorte/ sigo para o sul” foi o refrão e a poesia possível, mas ainda assim sublime com que Rodrigo Leão (baixo), Nuno Cruz (bateria) e Pedro Oliveira (voz e guitarra) se inscreveram na historia da musica portuguesa.

DIAS ATLÃNTICOS E DUNAS
Outro tema a transpirar o mar é o Dias Atlânticos dos Ban, esta música é uma aromática brisa fresca que vem do mar e que ainda hoje refresca os tímpanos a muita gente saudosa de um passado recente. É uma música que ainda é bastante actual no panorama musical contemporâneo e tocou muito pelas rádios nacionais nos anos oitenta fazendo parte das playlists onde uma geração aprendeu a ouvir música nacional.
Rádios onde também se podia ouvir a ainda tímida voz de um novato Rui Reininho a cantar “dunas/ são como divãs” um lendário tema repleto de metáforas à problemática adolescente “palavras a mais/ na idade dos porquês” e que acabaria por se tornar um hino obrigatório a escutar nas bandas sonoras de verão.

O NAVIO E O JOÃO AGUARELA “SITIADOS”
O Navio dos Afonsinhos do Condado é a mais quente música feita sobre o mar, os ritmos latinos entoados com a boa disposição que lhes era conhecida, derreteu muitos corações no passado, fez muitos marinheiros saudosos olharem o mar e perderem-se em recordações ao a escutarem. Os imaginários além-mar são evocados na letra que fala de portos perdidos que sempre povoaram as lembranças do nosso povo, que tem neste tema um verdadeiro momento de inspiração, é um derradeiro manifesto marítimo.
Homenageando João Aguarela passemos a um tema que provavelmente, foi o que mais festas, arraiais e afins animou de norte a sul, de este a oeste de um país que do mar tira seu sustento, que do mar alimenta seus sonhos e que ao mar tem dedicado palavras cantadas. “Vida de Marinheiro” é o legado dos “Sitiados” um alegre e boémio canto a relatar fortunas nunca encontradas no fundo de uma garrafa e amores nunca repetidos nas cidades a que nos habituamos a aportar.

FINISTERRA
Muitas mais foram as bandas que navegaram seus instrumentos pelo adamastor e lembraram como o mar está presente na nossa cultura e nos nossos costumes, em músicas que se tornaram lendárias ou simplesmente marcaram uma certa época. De José Cid numa toada mais ligeira, a Fausto no “Por Este Rio Acima” que é o primeiro disco da trilogia inacabada "Lusitana Diáspora" e onde se podem encontrar diversos temas de relatos marítimos. De Né Ladeiras à banda do casaco, todos eles em algum momentos das suas carreiras celebraram o mar numa canção, quase que é obrigatório em algum momento das suas carreiras citarem o mar e agradecerem esta inspiração de um legado que muitos de nós ainda navegamos para levarmos nossa saudade a bom porto.
Shampo decapante

Comentário Musicas e o Mar por Fernando Alvim
As canções de solidariedade é que têm a mania de colorar a palavrar mar em tudo. Em Portugal tínhamos uma que se chamava “Abraço a Moçambique” que dizia isto: “Tanta água nos separa, tanta água e basta um passo!”. Esperem lá, tanta água tanta água, e que nos dizem para fazer, é dar um passo? Isto parece aquele comentário do homem que se disse que a sua vida estava à beira do precipício mas felizmente deu um passo em frente. Enfim, isto é de facto meter água.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

FLAIRS "Euro-Gália psicadélica, os Flairs são electro pop a viver nos subúrbios do rock sinfónico."


Euro-Gália psicadélica, os Flairs são electro pop a viver nos subúrbios do rock sinfónico.

Existirá por ventura em terras gaulesas uma árvore a brotar frutos que amadurecem numa euforia psicadélica. Agora, ou uma estrela lhes caiu em cima ou a árvore brotou outro fruto maduro pronto para ser consumido.

Esta árvore já enraizou o mundo Pop francês com nomes como Stereolab, Saint Etienne, St. Germain, Daft Punk ou os Air, entre muitos outros, e prepara-se agora para exportar mais uma banda de pêlo na venta com um temperamento musical, que lhes augura um promissor casamento com uma editora multinacional.

Com um electro pop a viver nos subúrbios do rock sinfónico, os parisienses Flairs vão agora plantar a sua semente, um primeiríssimo longa duração a sair com o nome de “Sweat Symphony” que levará a banda para fora dos escaparates do Myspace, numa posição confortável para desenferrujar dobradiças e abrirem portas para um público sedento do revivalismo emergente do novíssimo milénio.

No primeiro single extraído de “Sweat Symphony” encontramos um bom ensaio dançante. «Better Than Prince» arrasta a asa a um glamour Soft Cell que, espraiando movimentos sincronizados, corre cortinas para receber a luz dos inícios dos anos 80. Aferido à lupa irá explodir em passerelles mais notórias para receber um feedback mais abrangente que o que tem conhecido na cronologia limitada do Myspace.

Em «French Cowboy» encontramos uma enxada a malhar num psicadelismo Pink Floyd, mas que a cada nova audição poderá amanhar terras mais agrestes, sem nunca deixar árida a heterodoxa e alucinante Pop gaulesa. Encaixado no alinhamento do “Virgin Suicides” dos Air, este tema não destoaria do resto da colheita, seria mesmo como a azeitona a delirar em ácidos, num copo servido de um dry Martini.

Uma valsa apeada de trajes de gala deambula por teclas pisadas em «Truckers Delight», um frio Outono onde folhas caducas martirizam num soberbo minimal que se prolonga em «Square Boy» a cair numa geometria niilista, simetricamente alinhada numa melodia em rotura com um apelo vocalizado por «Lionel Flairs, Vocals, Bass & Synths» e lider do trio que é composto também por «Prince William: Vocals Guitars & Synths» e «Prince Philipp:Drugs& Drums».

É nesta Gália que florescem indivíduos que saciam da música o que Henry Miller bebeu dos livros. Numa luxuriante harmonia, a música pulsa desde o acordeão dos «Les Négresses Vertes», dança na loucura gritante de uns «Les Rita Mitsouko» para, como uma avalancha, aplainar terreno, fertelizando uma geração de que agora podem ser resultado os Flairs.

Os bálsamos que este recém-criado trio nos dá a conhecer no Myspace, aglomeram-se numa tempestade pronta a desabar sobre os poros dos ávidos destemidos coleccionadores de artesanato sonoro. Forjado a sintetizadores e melancólicas guitarras nas sobranceiras ruas dos Campos Elísios, ainda com pedalada para escapar ao Tour La France numa toada psicadélica; passeando numa Europa em recessão económica, com uma forte deflação musical.
Por shampo decapante

in
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quarta-feira, 6 de maio de 2009

LINDA MARTINI : ADULTOS AOS 2 ANOS


Falar do mundo Linda Martíni é falar da rotura com o Rock convencional, que abunda com alguma euforia nos media portugueses. A música linda Martíni é um mundo atormentado por riffs de guitarra distorcidos a conjugar melodias tormentosas num elogio sublime, com que os 4 jovens se impõem na música nacional. O ressoar dos sinos chama os fiéis ao Santiago Alquimista no dia 8 de Maio onde a banda comemora 2 anos de actividade com um concerto e com a reedição do LP Olhos De Mongol que inclui também como extra o EP de estreia "linda Martíni". Os bilhetese e as reservas poderão ser levantados no próprio dia a partir das 18h no local.


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ODISSEIA ÉTNICA NA INCRÍVEL ALMADENSE


A tradição multicultural Terrakota entra em cena no dia 8 de Maio na Incrível Almadense, um dos mais míticos palcos portugueses. Numa peça de fusão onde irão contracenar com os Kumpania Algazarra e a sua ritmada música de intervenção para se fundirem por fim no verniz do palco com os Olive Tree Dance e a poesia ecológica que acusticamente jorra dos seus instrumentos.
A música étnica nacional é transportada no seu expoente e numa só noite ao mesmo palco. É apresentada numa fusão de fumarolas em erupção com a arte dos sons, amparada por 3 vertentes a partilhar um único objectivo, a interacção com o público.
A viagem Terrakota que já conta com uma vasta legião de seguidores, le-se metaforicamente nas páginas da Odisseia de Homero confundidas com alguns dos parágrafos Liliputianos do Jonathan Swift num casamento Felliniano abençoado pelo conceito Kumpania Algazarra e o seu novo nomadismo europeu onde encaixa na perfeição o tribalismo espontâneo dos Olive Tree Dance. O ritual inicia seus cicerones ao culto às 21h e o custo dos bilhetes será de 10 euros com um acréscimo de 3 euros no próprio dia.


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DEPECHE MODE "SOUNDS OF THE UNIVERSE"


São uns calmos e experientes D.M. que brindam os fãs com um plácido electrónico trabalho no ano de 2009, ano de Barack Obama e ano de Susan Boyle. E ano em que o trio britânico enfrenta a crise com um Sounds Of The Universe, que bem poderia ser um sinal captado da longínqua sonda espacial Voyager, a emitir dos confins do sistema solar o som do novo milénio para a maior banda de culto da actualidade. Banda que se deu ao luxo de ignorar um dos seus mais belos trabalhos "Ultra", mas que encaminha este novo registo nesse ambiente do chamado "maldito l.p.", por os transportar a desavenças no seio da banda, vindas das incursões ao mundo da droga pelo vocalista Dave Gahan. O universo dos D.M. de 2009 soa a um "Ultra" numa toada calma e pacata, um pouco frágil numa analogia aos tempos que correm.

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LENNY KRAVITZ LET LOVE RULE


Mais que um disco para coleccionadores, "Let Love Rule - 20th anniversary Deluxe Edition" é um disco para novos fãs descobrirem as origens de um dos maiores ícones do Rock&Roll de origem norte-americana.
O (iluminado) guitarrista celebra 20 anos de carreira com a reedição do seu primeiro registo e com a digressão "LLR 20(09)", Lenny Kravitz neste momento corre a Europa
e monta tenta em Lisboa no dia 5 de Maio no Pavilhão Atlântico com os preços individuais entre os 30 e os 40 euros. Além de rever a carreira num espectáculo que promete bons momentos, o Vintage artista aproveitará também para promover o seu último disco de origiais "It's Time For a Love Revolution".

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WE LOVE 2 DANCE SPRING 2009


"We Love 2 Dance - Spring 2009" é uma perfumada colectânea pronta para derreter corações ansiosos por festas veraneantes. Os adolescentes e não só, têm nesta primaveril edição vários tópicos remisturados para encher pistas de dança de norte a sul do do país, (onde parece que a crise não chegou só à economia), suando em algazarras de sorrisos noite dentro.
O duplo CD é misturado pelo "DJ Sexy Sound System AKA Sérgio Manuel", tendo o segundo disco uma vertente mais Chillout para ser consumido numa relaxante pausa.

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terça-feira, 5 de maio de 2009

O PAÍS DAS TERTÚLIAS E DAS PATACAS


As Lições do meninoTonecas que frivolamente são impostas com uma arrogância que aflora a politica a uma plástica salazarista e que aceitamos de ombros encolhidos, pois é isso que fazemos, aliás não sabemos fazer nós outra coisa já que somos um povo facilmente domável, uma herança dos tempos da inquisição que mais parece uma anedota de mau gosto, atingem o receptor no peito deixando triunfante o caçador certeiro.
Um excremento que o papel higiénico não apaga, que o sifão não digere da sanita e que a passos largos aproxima este país de um estado laico. Onde iremos no futuro trocar galinhas por pão numa troca directa e assistida das janelas do TGV pelos turistas, que muita piada irá achar aos indígenas. Teima em governar um país de tertúlias, a brincar aos simulacros de sismos e com um alerta a uma gripe “Suína”, quando a gripe há muito já afecta um povo, que levianamente recebe as notícias do dia-a-dia. Hoje são os clubes de futebol que não se podem inscrever no próximo campeonato nos escaparates da manhã e que provavelmente se irão arrastar pelos escaparates do dia. Quando quem deveria estar na berlinda era este governo, e nela fazer um providencial e sexy “table dance” para despir mentiritas e começar a falar a verdade.
Já que este governo é composto por pessoas de bem, pessoas como o Nuno Eiró como primeiro-ministro, o Castelo Branco como ministro das finanças, o Cláudio Ramos como ministro da administração interna, a Maya como ministra da educação e com a TVI como oposição. É este o baile peneirento onde dançamos, onde a arvore das patacas é o nosso erário público e a galhofa a nossa melhor solução para enfrentar a crise.