segunda-feira, 30 de março de 2009

Ó PARA MIM A SER SIMPÁTICO COM OS FOLEIRÕES DOS BLUE MAN GROUP NA IMPRENSA


Clicar na imagem para ampliar

Nota: Publicado na edição 138 do jornal Mundo Universitário
http://www.mundouniversitario.pt/

domingo, 29 de março de 2009

SALVO POR UMA PALAVRA AMIGA...

A manhã seguia pecaminosa, enquanto a loiça esperava por mim recheada do molho das iscas com que o repasto do apagão me havia decorado a soberba mesa de vime. A loiça a balançar agoniada junto a uns copos ainda a delirar do tinto, ajoelhava-se em preces de água tal como eu esperava palavras de salvação que não tardaram em aparecer.
Perdia-me eu gota a gota, num pecaminoso coito twitteriano, quando faço um infame comentário sobre o apagão, uma piadola fraquinha daquelas de bolso, é claro que o país não está às escuras há 4 anos. Como não vi eu a luz. E é aí que, pacientemente, sou salvo à laia de uma benzidas pagelas de Sãozinha num manso discurso a encaminhar-me o esqueleto, para caminhar com os eleitos e com eles lutar contra a desavergonhada campanha negra. Com meus celestiais companheiros evocar meus irmãos filisteus, como em tempos me convocaram para uma causa, na qual me alistei mal me falaram de vinho.
Como andava eu perdido na vida, se não fosse esta mão amiga - atenção que não estou a mastubar-me - lá continuaria eu este retrógrado treino, com uma pesada corda ao pescoço, para alinhar no fim de uma prova e disputá-la num cortejo de crustáceos a tripar com os restos de uma festa à la Easy Rider.
O que eu merecia, eu sei bem! Merecia as costas bem chicoteadas por avassaladora mão disciplinadora, também uma pesada cruz que eu carregasse, pelo menos até Vilar de Maçada, seria pouco... Mas como estamos em tempo de crise, resumi a penitência só até à sede no Largo do Rato, santíssimo lugar onde professores catedráticos malcriados não entram sem uma valente malagueta na língua. Ou onde não se lê poesia política pois suja os tímpanos aos mais descuidados. Também me disseram que à segunda-feira se caçam perdizes por lá, mas eu não fui em cantigas, entendem? É que eu já sou um homenzinho!
Eu que a dois passos de uma igreja, acordo todos os dias com o badalo na sina da rotina que idosas senhoras prometem pela manhã ao senhor para que possam ter paz no resto do dia, tombo sempre na tentação e rezo antes na taberna que fica apenas a um passo, mas fui chamado a razão.
Fui chamado à razão para que possa finalmente "acreditar em algo", me faça eu um homem capaz de dizer a minha opinião "com todas as letras". Porque apenas tenho pastado nesta vida como um jumento "e nem sei porque ataco este governo". Irei salvar-me desta perfida política, e tirar a minha porca mentalidade da estrada alcatroada pelo "manguito do Bordalo Pinheiro". Para não falar que "apenas andava aqui para arranjar uma forma de me integrar socialmente". Aqui deixo cair um muito obrigado, com a promessa de caminhar com quem sabe, pois a salvação está onde nós menos esperamos...

PS: A foto do símbolo roubei no skywalker.blogspot.com mas juro que é a ultima traquinice que faço. Palavra do senhor!

sexta-feira, 27 de março de 2009

A QUEM DEVO A HONRA?

Não é todos os dias que ilustres propagandistas políticos nos assaltam os palácios onde nos fizemos homens e onde deambulamos como uns terroristas, nas brincadeiras de infância. Brincadeiras que iam desde jogar às escondidas, até brincarmos aos piratas para navegarmos com aquele edifício pela encosta de brancanes, como os velhos edifícios britânicos velejaram e pilharam uma wall street a saldo de uns lunáticos monty python.
O velho palácio de brancanes, era na altura um daqueles edifícios por acabar. Para o qual não temos uma palavra certa, mas os alemães chamam de neubauten. Talvez estivesse por acabar por algum empreiteiro ter falido, nunca soube, mas a historia do empreiteiro era pouco romântica. Situado paredes meias com o regimente de brancanes, dizíamos nós do palácio, que ia ser uma casa para o Salazar. Mas como o ditador finou, o palácio ficou para ali esquecido, o que fazia uma história àquele embuste, muito mais interessante.
Ora como o embuste estava esquecido, era nosso por direito! Havia-mos herdado um parque de diversões do estado novo, achavamo-nos os órfãos dos três efes. E das varandas viradas para a magala que defendia a nação do ido regime, como o Dom Quixote defendia as fronteiras de sua quinta, enchia-mos nós os pulmões ao céu e com uma pose de gozo disparava-mos piropos ofensivos...
-É feijão verde!
Era o que mais lardeávamos pelo toucinho dos lábios naquela tenra idade, e claro, era uma boca que a tropa achava standard.

E hoje vieram-me essas memórias como um eco parolo num tirolês foleiro, estava eu sitiado de sala quando recebo um SMS do Simões, aka Der Terrorist, aka Faísca aka Mr Simon, que sendo ele das fontainhas, nunca foi feliz naquele palácio. E por isso tenho-o como um rival bairrista. Mas aquela enigmática mensagem recebida era como um toque de alvorada para marchar-mos contra algo, era como se a radio clube português voltasse a tocar à uma e quinze da manhã o Paulo De Carvalho. E das colunas soa-se "quis saber quem sou, o que faço aqui" e lá partisse-mos nós de Vendas Novas, ataviados de ceroulas e armados com forquilhas de ramos de oliveira para atacar a capital do império e despojar a corja de um legado de 500 anos de infâmias conquistas, (desculpa aí Marocas?)
" Ta cá a Manuela Ferreira Leite" saía do visor do telemóvel, que até me poderia queimar nas mãos, não fosse o sono do pinto calçudo. E ela estava no meu palácio acompanhada do Pacheco Pereira, como me confirmaram esta manhã. Então não é que volvidos anos, estes velhacos sem vergonha, vieram para reclamar o palácio de brancanes, aka estalagem do Sado, palácio que é meu por direito!
Dizia-mos nós fantasiando e sem saber do futuro, que o palácio era assombrado por um Bobby, ali perdido e nunca achado, já que volta e meia ouvia-mos os seus latidos. Pois hoje eu posso afiançar que ontem o palácio foi mesmo assombrado pelo latido de assustadoras personagens, vou já preparar um exorcismo e benzer o palácio para que volte a sua áurea inocente dos meus tempos de ranho na venta, palavra do senhor!

sexta-feira, 20 de março de 2009

PAU DE CABINDA "AU NATUREL"

É certo e sabido, que os boavisteiros tiveram que reduzir no café, nós no sal e os africanos têm agora que cortar no Control e no Durex. Mas eu sei de fonte segura, "acabei de inventar agora" que uma famosa marca de saquinhos de látex para pilas, sofreu um revês na produção diária por um contratempo na máquina que produzia o "XXL SIZE".
Aflitos foram ao confessionário do Vaticano pedir uma ajudita ao benfeitor que usa a sandálias do pescador, já que temiam que o stock armazenado se esgotasse, mas garantiram, que quando a máquina estiver oleada, a fornicação africana pode seguir sem problemas.
Também da mesma fonte, fui informado que o Louçã vai a África pedir para se reduzir no sal da sopinha, isto claro numa odisseia jesuíta em contornos de um neo colonialismo. palavra do senhor!

terça-feira, 17 de março de 2009

RANIA, A PROMETIDA

O Cavaco deveria convidar mais gajas boas a visitar o nosso pequeno país e o que resta da comunidade tuga nele, deveria puxar dos galões, esquecer o estatuto do Açores e pensar em brindar os órfãos do Bordalo, com água limpa para lavar os olhos. Mostrar este país a esta estripe é um dever cívico que o P.R. não pode guardar na gaveta, tal como fazem os algarvios à comida.
É que depois de meses a levar com a Manuela Ferreira Leite nestes lindos olhinhos, já eles me queriam abandonar o corpo e emigrar para a indústria conserveira irlandesa, onde certamente, escamadinhos seriam mais felizes.
Como foi um regalo para a vista ter uma rainha por cá, a ultima visão de uma nobre que eu havia experimentado tinha sido a da princesa Ella, no filme Ella encantada, mas depois vi ela encantada por um cowboy larilas e vi logo que ela afinal de princesa reza pouco, e é mais é escritora...
O que o Aníbal podia fazer também, era convocar os poderes do Luís de Matos para ressuscitar a Diana para um jantarzito, que como nós sabemos, a sopinha no palácio presidencial não olha o Santana o dente, e como o seu protagonismo também anda um pouco defunto, sempre era uma maré alta de oportunidades, fora da pista de dança da Kapital por suposto...
E é louvando esta boa iniciativa do nosso compincha que me fico, na esperança de não levar uma traulitada da babe por andar aqui a defender o interesse público, dizendo ainda que se pudesse, ia ali comprar meia dúzia de quilos de bolo-rei para oferecer ao homem, assim houvesse cavaco...

sexta-feira, 13 de março de 2009

O PÃO QUE A ASSEMBLEIA AMASSOU "FABULA ALADA"

Um periquito, enjaulado num fálico invólucro de arame canta à soalheira sexta-feira 13 a fatalidade do IVA sobre a alpista nos dias que correm, por vezes descansa e bica enjoado uma seca e enferrujada folha de alface, ali esquecida como um monte de entulho a ornamentar a margem de uma estrada secundaria.
Canta também o mal da subida do nível do colesterol, que aos poucos lhe vai entupindo as artérias por causa do consumo do pãozinho do seu dia-a-dia , um hábito que teme que num futuro próximo lhe leve a um enfarte do miocárdio. Atento às notícias da manhã e preocupado com a sua saúde vai saltitando do poleiro para a água, e da água para o poleiro, saudando a manhã num tirolês que aqui eu não ouso traduzir.
É sem traduções que possam ferir pombinhas leitoras que a manhã avança já velha, quando a patroa dá vida as pálpebras borradas da pintura da véspera e descobre nos lençóis o repasto da noite, um pão insonso que lhe atormenta a ressaca e que o periquito acentua na espera por uma gamela de alpista, de uma folha de alface fresca desinfectada com vinagre, isto porque os centros de saúde estão a fechar e nunca é demais pensar na saúde.
E o nosso periquito não anda aqui à deriva, avança à bolina na preocupação diária com a sua saúde, e atento navega pela rotina parlamentar desta manhã. Pois na assembleia alguns pardais repenicam o teor do sal no pão, e este é um assunto que lhe interessa pois este cicerone além de alado por natureza, tem uma gula por pão incontrolável!
E lá porque o pintassilgo voou para África, a pardalada não dormiu. E fez-se história, tratou-se da maleita ao periquito que com a conclusão parlamentar exclamou:
-haja Deus, que voarei na terra- feliz com o desfecho da história, e avançando tarde dentro, esquecendo as manifestações que não são contas do seu rosário...