
As noites de Outono ainda queimam um Outubro nefasto que nos pintou uma decadência monetária...
a que antecedeu o frio na esperança da nossa boa ignorância...
Da nossa distracção ao encaminha-mos um olhar frustrado...
o olhar que pavimenta o chão aonde procuramos atalhos...
para que nos mostre uma melhor cama para nos enroscarmos...
e que não nos mostre para dormir um leite que albergue uma almofada decapitante...
não leve o que sonhamos e o que podíamos ser...
O que não encontramos nas prega do lençol...
o que evitas com a pessoa que já não atura o teu feitio...
procuras algo que justifique o facto de aferires a tua vida ao que está certo...
ou ao que está errado...
procuras um peso positivo e um negativo...
E levas a vida na colher de um guisado do milan kundera...
mas, a ultima vez que estiveste com a tua personalidade deste-lhe o golpe de misericórdia com um piassaba...
E enfias-te o teu cadáver ainda palpitante numa mortalha que te conserva a utilidade de te manter ainda... bolas... ainda...
na educação programada para aprenderes a viver num rebanho...
E achas-te um falhado quando esse rebanho não tem lugar para o teu pasto e ai...
voltas ao milan kundera...
Sou útil, não sou útil...
Dúvidas da sociedade que te programou mas só fora dela te rebenta a personalidade...
E sabes...
A sociedade é um sítio aonde as pessoas vivem em conjunto...
Aonde caminham ao mesmo ritmo...
aonde te acertam o diafragma para respirares com o próximo...
a atrocidade que é este espectáculo sincronizado..