quinta-feira, 18 de junho de 2009

DELTA TEJO Ritmos quentes no Alto da Ajuda


O Alto da Ajuda com vista sobre o Tejo é palco, pela terceira vez do festival de música Delta Tejo nos dias 3, 4 e 5 de Julho. Fazendo juz ao nome, a organização do festival privilegia bandas oriundas de países produtores de café com a intenção de promover as suas culturas e a bebida fortemente enraízada na tradição portuguesa.

Por Shampo Decapante | info@mundouniversitario.pt

Com três dias distintos, o Delta Tejo está na linha dos festivais de músicas do mundo, como o FMM em Sines e o Festival Med, em Loulé. Deolinda, Skank, Orishas e Vanessa da Mata são os principais nomes de um cartaz dedicado, sobretudo, à música latina.

Ritmos Sul-Americanos a abrir
A organização escolhe para o primeiro dia os quentes ritmos sul-americanos. Bajofondo, com músicos argentinos e uruguaios são os primeiros a entrar no palco delta para dar a conhecer a seu tango electrónico. Segue-se o Ragga, Dancehall e reggae do músico Mark Antony Myree aka Buju Baton que nos chega de Kingston, na Jamaica, com as suas mensagens activistas. Também da Jamaica vêm os ritmos do Dancehall da banda brasileira Skank. Sobejamente conhecida do público português, a banda de Belo Horizonte arrasta multidões aos seus energéticos concertos.
De regresso a Portugal para encerrar a primeira noite está o trio cubano Orishas que comemora dez anos de carreira este ano. A fundir ritmos latinos com o Hip-Hop e o Funk, Ruzzo Medina dá a voz à banda que em palco é dos mais quentes e dançáveis colectivos da América do sul. No Palco Jogos Santa Casa, toca a banda brasileira de reggae Natiruts e a banda de Hip-hop nacional da Amadora Macacos do Chinês que representa Portugal no primeiro dia do festival.

Women Power
Dedicado às vozes femininas, o segundo dia traz Vanessa da Mata que sobe ao Palco Delta. Depois, seguem-se os Deolinda, banda portuguesa que reinventou o fado e tem arrastado as gerações mais novas a ouvir essa música popular portuguesa. A fusão da cultura africana com a europeia tem em Sara Tavares uma voz que a nação ouve desde tenra idade e que será a grande atracção do segundo dia. O Palco Delta fecha o segundo dia com a sedutora pop dos portugueses Bossa Nossa.
Da margem Sul para o Alto da Ajuda, os O qu ‘ estrada abrem o Palco Jogos Santa Casa para depois darem lugar ao Rock, Rap, Samba e Funk dos brasileirios Pedro Luís e a Parede. O palco encerra com o romantismo da banda portuense Per7ume.

Forró e Kizomba na despedida
No último dia, o palco principal abre com o duo brasileiro Banda Calypso e os seus ritmos de Lambada e Forró. Segue-se, também do Brasil, o cantor Alexandre Pires, um dos mais premiados músicos românticos sul-americanos. A representar Angola está presente em palco a Kizomba dos Irmãos Verdades. O festival despede-se com NBC, um artista Rap, R&B e hip-hop português.
Relegados para o palco secundário, está o soberbo samba favela dos Fundo de Quintal e o músico cubano Pablo Milanês que actua com o ex-Trovante Luís Represas. O fim da noite fica marcado pelos divertidos e contagiantes Cais do Sodré Funk Connection.

CARTAZ DELTA TEJO

3 DE JULHO
PALCO DELTA
Bajofondo
Buju Banton
Skank
Orishas

PALCO JOGOS SANTA CASA
Natiruts
Macacos do chinês

4 DE JULHO
PALCO DELTA
Vanessa da mata
Deolinda
Sara Tavares
Bossa Nossa

PALCO JOGOS SANTA CASA
Oquestrada
Pedro luís e a Parede
Per7ume

5 DE JULHO
PALCO DELTA
Banda Calypso
Alexandre Pires
Irmãos Verdades
NBC

PALCO JOGOS SANTA CASA
Fundo de Quintal
Pablo Milanés c/ Luís Represas
Cais do Sodré Funk Connection

Abertura do Festival com MONOBLOCO

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