quinta-feira, 9 de abril de 2009

É ROCK QUE ARDE SEM SE VER (trinta anos de infantadas mal amanhadas) parte: II


Adoro ver na TV os anúncios institucionais com criancinhas que nos ensinam a colocar os despojos do dia-a-dia, em recipientes personalizados com a finalidade de os ressuscitarem noutro formato. Só a reciclagem me desperta o interesse por esta espécie de pedofilia pedagógica. Este lamiré institucional é tão útil à vida que eu já aprendi a meter na mesma tulha, o Jornal Da Noite da RTP e o Curral De Moinas do mesmo canal.
Mas numa das minhas incursões cívicas a um vidrão fiquei perplexo com o desleixo por alguns materiais e encetei a tarefa de separação do lixo, meti o vidro no verde, o plástico no amarelo e o papel no azul.Mas eu ainda tinha um LP dos Xutos e Pontapés para despachar, mas não havia receptor para esse material. Ora recicla-se tudo na vida, menos um LP da melhor banda nacional?
Por exemplo: um primeiro-ministro é reciclado em presidente da Comissão Europeia, um engenheiro civil é reciclado em primeiro-ministro, e estes pobres templários do rock português não têm salvação? Terão eles que ficar a ganhar pó nas estantes das salas deste país?
Vamos lá pensar nisto e fazer algo pela música portuguesa, antes que siga para co-inceneração e arda sem se ver...