segunda-feira, 11 de maio de 2009

FLAIRS "Euro-Gália psicadélica, os Flairs são electro pop a viver nos subúrbios do rock sinfónico."


Euro-Gália psicadélica, os Flairs são electro pop a viver nos subúrbios do rock sinfónico.

Existirá por ventura em terras gaulesas uma árvore a brotar frutos que amadurecem numa euforia psicadélica. Agora, ou uma estrela lhes caiu em cima ou a árvore brotou outro fruto maduro pronto para ser consumido.

Esta árvore já enraizou o mundo Pop francês com nomes como Stereolab, Saint Etienne, St. Germain, Daft Punk ou os Air, entre muitos outros, e prepara-se agora para exportar mais uma banda de pêlo na venta com um temperamento musical, que lhes augura um promissor casamento com uma editora multinacional.

Com um electro pop a viver nos subúrbios do rock sinfónico, os parisienses Flairs vão agora plantar a sua semente, um primeiríssimo longa duração a sair com o nome de “Sweat Symphony” que levará a banda para fora dos escaparates do Myspace, numa posição confortável para desenferrujar dobradiças e abrirem portas para um público sedento do revivalismo emergente do novíssimo milénio.

No primeiro single extraído de “Sweat Symphony” encontramos um bom ensaio dançante. «Better Than Prince» arrasta a asa a um glamour Soft Cell que, espraiando movimentos sincronizados, corre cortinas para receber a luz dos inícios dos anos 80. Aferido à lupa irá explodir em passerelles mais notórias para receber um feedback mais abrangente que o que tem conhecido na cronologia limitada do Myspace.

Em «French Cowboy» encontramos uma enxada a malhar num psicadelismo Pink Floyd, mas que a cada nova audição poderá amanhar terras mais agrestes, sem nunca deixar árida a heterodoxa e alucinante Pop gaulesa. Encaixado no alinhamento do “Virgin Suicides” dos Air, este tema não destoaria do resto da colheita, seria mesmo como a azeitona a delirar em ácidos, num copo servido de um dry Martini.

Uma valsa apeada de trajes de gala deambula por teclas pisadas em «Truckers Delight», um frio Outono onde folhas caducas martirizam num soberbo minimal que se prolonga em «Square Boy» a cair numa geometria niilista, simetricamente alinhada numa melodia em rotura com um apelo vocalizado por «Lionel Flairs, Vocals, Bass & Synths» e lider do trio que é composto também por «Prince William: Vocals Guitars & Synths» e «Prince Philipp:Drugs& Drums».

É nesta Gália que florescem indivíduos que saciam da música o que Henry Miller bebeu dos livros. Numa luxuriante harmonia, a música pulsa desde o acordeão dos «Les Négresses Vertes», dança na loucura gritante de uns «Les Rita Mitsouko» para, como uma avalancha, aplainar terreno, fertelizando uma geração de que agora podem ser resultado os Flairs.

Os bálsamos que este recém-criado trio nos dá a conhecer no Myspace, aglomeram-se numa tempestade pronta a desabar sobre os poros dos ávidos destemidos coleccionadores de artesanato sonoro. Forjado a sintetizadores e melancólicas guitarras nas sobranceiras ruas dos Campos Elísios, ainda com pedalada para escapar ao Tour La France numa toada psicadélica; passeando numa Europa em recessão económica, com uma forte deflação musical.
Por shampo decapante

in
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quarta-feira, 6 de maio de 2009

LINDA MARTINI : ADULTOS AOS 2 ANOS


Falar do mundo Linda Martíni é falar da rotura com o Rock convencional, que abunda com alguma euforia nos media portugueses. A música linda Martíni é um mundo atormentado por riffs de guitarra distorcidos a conjugar melodias tormentosas num elogio sublime, com que os 4 jovens se impõem na música nacional. O ressoar dos sinos chama os fiéis ao Santiago Alquimista no dia 8 de Maio onde a banda comemora 2 anos de actividade com um concerto e com a reedição do LP Olhos De Mongol que inclui também como extra o EP de estreia "linda Martíni". Os bilhetese e as reservas poderão ser levantados no próprio dia a partir das 18h no local.


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ODISSEIA ÉTNICA NA INCRÍVEL ALMADENSE


A tradição multicultural Terrakota entra em cena no dia 8 de Maio na Incrível Almadense, um dos mais míticos palcos portugueses. Numa peça de fusão onde irão contracenar com os Kumpania Algazarra e a sua ritmada música de intervenção para se fundirem por fim no verniz do palco com os Olive Tree Dance e a poesia ecológica que acusticamente jorra dos seus instrumentos.
A música étnica nacional é transportada no seu expoente e numa só noite ao mesmo palco. É apresentada numa fusão de fumarolas em erupção com a arte dos sons, amparada por 3 vertentes a partilhar um único objectivo, a interacção com o público.
A viagem Terrakota que já conta com uma vasta legião de seguidores, le-se metaforicamente nas páginas da Odisseia de Homero confundidas com alguns dos parágrafos Liliputianos do Jonathan Swift num casamento Felliniano abençoado pelo conceito Kumpania Algazarra e o seu novo nomadismo europeu onde encaixa na perfeição o tribalismo espontâneo dos Olive Tree Dance. O ritual inicia seus cicerones ao culto às 21h e o custo dos bilhetes será de 10 euros com um acréscimo de 3 euros no próprio dia.


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DEPECHE MODE "SOUNDS OF THE UNIVERSE"


São uns calmos e experientes D.M. que brindam os fãs com um plácido electrónico trabalho no ano de 2009, ano de Barack Obama e ano de Susan Boyle. E ano em que o trio britânico enfrenta a crise com um Sounds Of The Universe, que bem poderia ser um sinal captado da longínqua sonda espacial Voyager, a emitir dos confins do sistema solar o som do novo milénio para a maior banda de culto da actualidade. Banda que se deu ao luxo de ignorar um dos seus mais belos trabalhos "Ultra", mas que encaminha este novo registo nesse ambiente do chamado "maldito l.p.", por os transportar a desavenças no seio da banda, vindas das incursões ao mundo da droga pelo vocalista Dave Gahan. O universo dos D.M. de 2009 soa a um "Ultra" numa toada calma e pacata, um pouco frágil numa analogia aos tempos que correm.

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LENNY KRAVITZ LET LOVE RULE


Mais que um disco para coleccionadores, "Let Love Rule - 20th anniversary Deluxe Edition" é um disco para novos fãs descobrirem as origens de um dos maiores ícones do Rock&Roll de origem norte-americana.
O (iluminado) guitarrista celebra 20 anos de carreira com a reedição do seu primeiro registo e com a digressão "LLR 20(09)", Lenny Kravitz neste momento corre a Europa
e monta tenta em Lisboa no dia 5 de Maio no Pavilhão Atlântico com os preços individuais entre os 30 e os 40 euros. Além de rever a carreira num espectáculo que promete bons momentos, o Vintage artista aproveitará também para promover o seu último disco de origiais "It's Time For a Love Revolution".

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WE LOVE 2 DANCE SPRING 2009


"We Love 2 Dance - Spring 2009" é uma perfumada colectânea pronta para derreter corações ansiosos por festas veraneantes. Os adolescentes e não só, têm nesta primaveril edição vários tópicos remisturados para encher pistas de dança de norte a sul do do país, (onde parece que a crise não chegou só à economia), suando em algazarras de sorrisos noite dentro.
O duplo CD é misturado pelo "DJ Sexy Sound System AKA Sérgio Manuel", tendo o segundo disco uma vertente mais Chillout para ser consumido numa relaxante pausa.

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terça-feira, 5 de maio de 2009

O PAÍS DAS TERTÚLIAS E DAS PATACAS


As Lições do meninoTonecas que frivolamente são impostas com uma arrogância que aflora a politica a uma plástica salazarista e que aceitamos de ombros encolhidos, pois é isso que fazemos, aliás não sabemos fazer nós outra coisa já que somos um povo facilmente domável, uma herança dos tempos da inquisição que mais parece uma anedota de mau gosto, atingem o receptor no peito deixando triunfante o caçador certeiro.
Um excremento que o papel higiénico não apaga, que o sifão não digere da sanita e que a passos largos aproxima este país de um estado laico. Onde iremos no futuro trocar galinhas por pão numa troca directa e assistida das janelas do TGV pelos turistas, que muita piada irá achar aos indígenas. Teima em governar um país de tertúlias, a brincar aos simulacros de sismos e com um alerta a uma gripe “Suína”, quando a gripe há muito já afecta um povo, que levianamente recebe as notícias do dia-a-dia. Hoje são os clubes de futebol que não se podem inscrever no próximo campeonato nos escaparates da manhã e que provavelmente se irão arrastar pelos escaparates do dia. Quando quem deveria estar na berlinda era este governo, e nela fazer um providencial e sexy “table dance” para despir mentiritas e começar a falar a verdade.
Já que este governo é composto por pessoas de bem, pessoas como o Nuno Eiró como primeiro-ministro, o Castelo Branco como ministro das finanças, o Cláudio Ramos como ministro da administração interna, a Maya como ministra da educação e com a TVI como oposição. É este o baile peneirento onde dançamos, onde a arvore das patacas é o nosso erário público e a galhofa a nossa melhor solução para enfrentar a crise.