domingo, 5 de abril de 2009

CARTA PARA ALBIERTA


Olá amiga e cicerone companheira de caracoladas e afins buuujekas que pacientemente nos esperam pelas arcas deste país fora, não fosse este país um recreio escolar, e nossas paupérrimas almas, apenas raia miúda a cirandar bebedeiras do Minho, ao Algarve. Guarda essas jolinhas religiosamente, que mais tarde iremos aferir do seu grau de frescura, que este meu retiro, finda dentro de momentos. Por exemplo, hoje já me deslocarei eu à capital do império, onde espero tratar a cerveja por tu, e arrotar para cima dos x-wife, como se não houvesse amanhã, e a avaliar pelas ressacas domingueiras, até era melhor não. Ontem à míngua de saldo no telemóvel, lá acabaste tu por ficar sem resposta, mas não tarda, espero que estas linhas de façam sorrir, tarefa que eu sei, até não é difícil! Espera então por mim, que voltarei mais parvo que nunca, e mais seco que o deserto dos desertos, até lá, beijocas das boas.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

QUASE UM ANO DE SHAMPO

Esta merda ainda cheira mal, então não é que ainda me mudam a fralda 3 vezes ao dia, isto tudo num corrupio de beijarolas capaz de fazer corar qualquer rapazola da minha estripe! Eu, que arqueado me esgueiro da solsticial aranha, a escorregar das rodas numa lunática batalha para vencer a gravidade, apenas por almejar a bondosa carteira maternal a baloiçar entre a mesa e a vontade de chuchar umas mínis para a secura, já que me sinto como uma miragem de um elefante num deserto, a baloiçar a tromba sobre o leito de um rio seco, e encetar o biberão pó caralho, ou que vá balançar como um cão no desespero da solidão, por uma alcateia que lhe dê rebanhos à vida, que de leite estou eu a delirar em pastilhas de LCD!
Os malfadados banhos aplicados por mão matrona antecedem ainda a rotina do abichanado pó talco aplicado no rabinho que com a elasticidade que ainda abusa do meu anormal corpo, leva-me a ginasticar o presunto e a lambuzar a narina. Antevendo um austero futuro, ou na casa de banho do Lux ou num escritório ali em Caxias, estas porras fazem do meu dia-a-dia uma labareda de flamejadas emoções. Só comparadas com a rotina diária de um qualquer ministro do Sócrates ou, não fossem esses meus cicerones também umas paupérrimas vitimas, do excesso de zelo de uma mãe extremosa a puxar o lustro as às palavras que brilham pela escancarada lábia governamental, a prometer um coelho achocolatado para adoçar a pascoa, ali por terras vimaranenses onde o berço lhes assenta que nem uma luva. Berço onde deitados não vêm as bastonadas dos G20, que algumas desavindas almas penadas recebem pacientemente em frente ao banco de Londres. Mas por Guimarães a bastonada cai em aforismos de "mais uma marca social" numa jornada de três dias, onde se dá com uma mão e se tira com a outra, de engodo na fralda a enfeitar o discurso governamental.
E este discurso cai aqui só porque dei por mim com quase um ano de infames infantadas mal-amanhadas e a vestir o BLOGSPOT de satíricos remendos e a bolçar ironia que espero que me perdoem, pois ainda sou uma criança! Sem mais demoras aviso que é já dia 24 de Abril. Ali na margem da liberdade que muitos crêem que nos querem foder novamente! Até lá o pardieiro há-de seguir.

Foto: Henri Cartier-Bresson

segunda-feira, 30 de março de 2009

Ó PARA MIM A SER SIMPÁTICO COM OS FOLEIRÕES DOS BLUE MAN GROUP NA IMPRENSA


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Nota: Publicado na edição 138 do jornal Mundo Universitário
http://www.mundouniversitario.pt/

domingo, 29 de março de 2009

SALVO POR UMA PALAVRA AMIGA...

A manhã seguia pecaminosa, enquanto a loiça esperava por mim recheada do molho das iscas com que o repasto do apagão me havia decorado a soberba mesa de vime. A loiça a balançar agoniada junto a uns copos ainda a delirar do tinto, ajoelhava-se em preces de água tal como eu esperava palavras de salvação que não tardaram em aparecer.
Perdia-me eu gota a gota, num pecaminoso coito twitteriano, quando faço um infame comentário sobre o apagão, uma piadola fraquinha daquelas de bolso, é claro que o país não está às escuras há 4 anos. Como não vi eu a luz. E é aí que, pacientemente, sou salvo à laia de uma benzidas pagelas de Sãozinha num manso discurso a encaminhar-me o esqueleto, para caminhar com os eleitos e com eles lutar contra a desavergonhada campanha negra. Com meus celestiais companheiros evocar meus irmãos filisteus, como em tempos me convocaram para uma causa, na qual me alistei mal me falaram de vinho.
Como andava eu perdido na vida, se não fosse esta mão amiga - atenção que não estou a mastubar-me - lá continuaria eu este retrógrado treino, com uma pesada corda ao pescoço, para alinhar no fim de uma prova e disputá-la num cortejo de crustáceos a tripar com os restos de uma festa à la Easy Rider.
O que eu merecia, eu sei bem! Merecia as costas bem chicoteadas por avassaladora mão disciplinadora, também uma pesada cruz que eu carregasse, pelo menos até Vilar de Maçada, seria pouco... Mas como estamos em tempo de crise, resumi a penitência só até à sede no Largo do Rato, santíssimo lugar onde professores catedráticos malcriados não entram sem uma valente malagueta na língua. Ou onde não se lê poesia política pois suja os tímpanos aos mais descuidados. Também me disseram que à segunda-feira se caçam perdizes por lá, mas eu não fui em cantigas, entendem? É que eu já sou um homenzinho!
Eu que a dois passos de uma igreja, acordo todos os dias com o badalo na sina da rotina que idosas senhoras prometem pela manhã ao senhor para que possam ter paz no resto do dia, tombo sempre na tentação e rezo antes na taberna que fica apenas a um passo, mas fui chamado a razão.
Fui chamado à razão para que possa finalmente "acreditar em algo", me faça eu um homem capaz de dizer a minha opinião "com todas as letras". Porque apenas tenho pastado nesta vida como um jumento "e nem sei porque ataco este governo". Irei salvar-me desta perfida política, e tirar a minha porca mentalidade da estrada alcatroada pelo "manguito do Bordalo Pinheiro". Para não falar que "apenas andava aqui para arranjar uma forma de me integrar socialmente". Aqui deixo cair um muito obrigado, com a promessa de caminhar com quem sabe, pois a salvação está onde nós menos esperamos...

PS: A foto do símbolo roubei no skywalker.blogspot.com mas juro que é a ultima traquinice que faço. Palavra do senhor!

sexta-feira, 27 de março de 2009

A QUEM DEVO A HONRA?

Não é todos os dias que ilustres propagandistas políticos nos assaltam os palácios onde nos fizemos homens e onde deambulamos como uns terroristas, nas brincadeiras de infância. Brincadeiras que iam desde jogar às escondidas, até brincarmos aos piratas para navegarmos com aquele edifício pela encosta de brancanes, como os velhos edifícios britânicos velejaram e pilharam uma wall street a saldo de uns lunáticos monty python.
O velho palácio de brancanes, era na altura um daqueles edifícios por acabar. Para o qual não temos uma palavra certa, mas os alemães chamam de neubauten. Talvez estivesse por acabar por algum empreiteiro ter falido, nunca soube, mas a historia do empreiteiro era pouco romântica. Situado paredes meias com o regimente de brancanes, dizíamos nós do palácio, que ia ser uma casa para o Salazar. Mas como o ditador finou, o palácio ficou para ali esquecido, o que fazia uma história àquele embuste, muito mais interessante.
Ora como o embuste estava esquecido, era nosso por direito! Havia-mos herdado um parque de diversões do estado novo, achavamo-nos os órfãos dos três efes. E das varandas viradas para a magala que defendia a nação do ido regime, como o Dom Quixote defendia as fronteiras de sua quinta, enchia-mos nós os pulmões ao céu e com uma pose de gozo disparava-mos piropos ofensivos...
-É feijão verde!
Era o que mais lardeávamos pelo toucinho dos lábios naquela tenra idade, e claro, era uma boca que a tropa achava standard.

E hoje vieram-me essas memórias como um eco parolo num tirolês foleiro, estava eu sitiado de sala quando recebo um SMS do Simões, aka Der Terrorist, aka Faísca aka Mr Simon, que sendo ele das fontainhas, nunca foi feliz naquele palácio. E por isso tenho-o como um rival bairrista. Mas aquela enigmática mensagem recebida era como um toque de alvorada para marchar-mos contra algo, era como se a radio clube português voltasse a tocar à uma e quinze da manhã o Paulo De Carvalho. E das colunas soa-se "quis saber quem sou, o que faço aqui" e lá partisse-mos nós de Vendas Novas, ataviados de ceroulas e armados com forquilhas de ramos de oliveira para atacar a capital do império e despojar a corja de um legado de 500 anos de infâmias conquistas, (desculpa aí Marocas?)
" Ta cá a Manuela Ferreira Leite" saía do visor do telemóvel, que até me poderia queimar nas mãos, não fosse o sono do pinto calçudo. E ela estava no meu palácio acompanhada do Pacheco Pereira, como me confirmaram esta manhã. Então não é que volvidos anos, estes velhacos sem vergonha, vieram para reclamar o palácio de brancanes, aka estalagem do Sado, palácio que é meu por direito!
Dizia-mos nós fantasiando e sem saber do futuro, que o palácio era assombrado por um Bobby, ali perdido e nunca achado, já que volta e meia ouvia-mos os seus latidos. Pois hoje eu posso afiançar que ontem o palácio foi mesmo assombrado pelo latido de assustadoras personagens, vou já preparar um exorcismo e benzer o palácio para que volte a sua áurea inocente dos meus tempos de ranho na venta, palavra do senhor!

sexta-feira, 20 de março de 2009

PAU DE CABINDA "AU NATUREL"

É certo e sabido, que os boavisteiros tiveram que reduzir no café, nós no sal e os africanos têm agora que cortar no Control e no Durex. Mas eu sei de fonte segura, "acabei de inventar agora" que uma famosa marca de saquinhos de látex para pilas, sofreu um revês na produção diária por um contratempo na máquina que produzia o "XXL SIZE".
Aflitos foram ao confessionário do Vaticano pedir uma ajudita ao benfeitor que usa a sandálias do pescador, já que temiam que o stock armazenado se esgotasse, mas garantiram, que quando a máquina estiver oleada, a fornicação africana pode seguir sem problemas.
Também da mesma fonte, fui informado que o Louçã vai a África pedir para se reduzir no sal da sopinha, isto claro numa odisseia jesuíta em contornos de um neo colonialismo. palavra do senhor!