terça-feira, 17 de março de 2009

RANIA, A PROMETIDA

O Cavaco deveria convidar mais gajas boas a visitar o nosso pequeno país e o que resta da comunidade tuga nele, deveria puxar dos galões, esquecer o estatuto do Açores e pensar em brindar os órfãos do Bordalo, com água limpa para lavar os olhos. Mostrar este país a esta estripe é um dever cívico que o P.R. não pode guardar na gaveta, tal como fazem os algarvios à comida.
É que depois de meses a levar com a Manuela Ferreira Leite nestes lindos olhinhos, já eles me queriam abandonar o corpo e emigrar para a indústria conserveira irlandesa, onde certamente, escamadinhos seriam mais felizes.
Como foi um regalo para a vista ter uma rainha por cá, a ultima visão de uma nobre que eu havia experimentado tinha sido a da princesa Ella, no filme Ella encantada, mas depois vi ela encantada por um cowboy larilas e vi logo que ela afinal de princesa reza pouco, e é mais é escritora...
O que o Aníbal podia fazer também, era convocar os poderes do Luís de Matos para ressuscitar a Diana para um jantarzito, que como nós sabemos, a sopinha no palácio presidencial não olha o Santana o dente, e como o seu protagonismo também anda um pouco defunto, sempre era uma maré alta de oportunidades, fora da pista de dança da Kapital por suposto...
E é louvando esta boa iniciativa do nosso compincha que me fico, na esperança de não levar uma traulitada da babe por andar aqui a defender o interesse público, dizendo ainda que se pudesse, ia ali comprar meia dúzia de quilos de bolo-rei para oferecer ao homem, assim houvesse cavaco...

sexta-feira, 13 de março de 2009

O PÃO QUE A ASSEMBLEIA AMASSOU "FABULA ALADA"

Um periquito, enjaulado num fálico invólucro de arame canta à soalheira sexta-feira 13 a fatalidade do IVA sobre a alpista nos dias que correm, por vezes descansa e bica enjoado uma seca e enferrujada folha de alface, ali esquecida como um monte de entulho a ornamentar a margem de uma estrada secundaria.
Canta também o mal da subida do nível do colesterol, que aos poucos lhe vai entupindo as artérias por causa do consumo do pãozinho do seu dia-a-dia , um hábito que teme que num futuro próximo lhe leve a um enfarte do miocárdio. Atento às notícias da manhã e preocupado com a sua saúde vai saltitando do poleiro para a água, e da água para o poleiro, saudando a manhã num tirolês que aqui eu não ouso traduzir.
É sem traduções que possam ferir pombinhas leitoras que a manhã avança já velha, quando a patroa dá vida as pálpebras borradas da pintura da véspera e descobre nos lençóis o repasto da noite, um pão insonso que lhe atormenta a ressaca e que o periquito acentua na espera por uma gamela de alpista, de uma folha de alface fresca desinfectada com vinagre, isto porque os centros de saúde estão a fechar e nunca é demais pensar na saúde.
E o nosso periquito não anda aqui à deriva, avança à bolina na preocupação diária com a sua saúde, e atento navega pela rotina parlamentar desta manhã. Pois na assembleia alguns pardais repenicam o teor do sal no pão, e este é um assunto que lhe interessa pois este cicerone além de alado por natureza, tem uma gula por pão incontrolável!
E lá porque o pintassilgo voou para África, a pardalada não dormiu. E fez-se história, tratou-se da maleita ao periquito que com a conclusão parlamentar exclamou:
-haja Deus, que voarei na terra- feliz com o desfecho da história, e avançando tarde dentro, esquecendo as manifestações que não são contas do seu rosário...

quarta-feira, 11 de março de 2009

INQUÉRITOS DE RUA

Mal o sol desponta do curto inverno que quase assola este país, as principais cidades entram num frenesim de actividades de rua. Sejam actividades didácticas ou meramente actividades mascaradas de manobras publicitarias, somos abordados por esta país fora mais vezes nuns estratégicos cem metros, que a Carolina Salgado foi à saída do tribunal de Gaia.
É também nesta altura que os inquéritos de rua desaguam na foz de um qualquer "sadino largo du Bocage", como um parasita nos confins do sítio onde a barriga altera o nome, e o escroto assina por extenso. É também ai que como um atleta olímpico, eu salto obstáculos, contorno marmanjos em mangas de camisa ataviados de gravatas às flores, evito o pavimento repleto de patas-chocas a transbordar sabedoria de sovaco, só para cortar a meta livre de ser interpelado no périplo cosmopolita.
E lá me ia acontecendo ser apanhado à pouco, ia eu pé ante pé, como um Cristo que se evadiu do seu Calvário, quando os vejo de sorrisos mal lambidos mas de sapatos bem atacados. Aproximaram-se de mim, como jornalistas da cortesã. E quando eu estava quase na boca do vil predador, como um milagre sou salvo, resolvem antes chicotear uma velha senhora, que no seu passo calmo ouviu:
-É a favor de...
E sem deixar a pergunta poisar no ramo, respondeu educadamente:
-Sou a favor de não ser incomodada na rua!

Então não é que estamos sempre a aprender!? Vou usar este trunfo, gosto de andar na rua sem ter que coçar a micose. Um grande bem-haja à senhora, que como diz o Lobo Antunes "me tirou espinhas à vida".

sábado, 7 de março de 2009

O POLITICO TRANSGÉNICO



Criar uma biografia a um político é como encher um espantalho com palha. Independentemente do que lá metemos, os pardais irão sobrevoar o repasto na certeza de que ali não há guarda. Se com a alma do espantalho tentamos espiar o medo à pardalada, com a do político podemos fazê-lo à populaça numa ameaça de fantasmas de Estado Novo.
Mário Soares, de quem pouco percebo a opinião para o novo transgénico PS socrático, disse em entrevista à TVI24 sobre a aparição de José Sócrates no PS «quem é este gajo?» para si próprio. Aí Mário Soares demonstrou um sentido político muito à frente como sempre foi seu apanágio, embora nem sempre com os melhores resultados. E "quem é este gajo" é o que o comum dos portugueses questionam agora a si próprios.
Ora, eu vejo-o como um político transgénico a trabalhar o perfil no ginásio ditatorial onde, à luz do sol, se destacou dos demais. Pronto a ser colhido, só nos resta esperar os efeitos secundários do consumo do produto alterado. Até lá, desligue o telémovel e esteja atento ao filme.

sexta-feira, 6 de março de 2009

ESTRELAS CAÍDAS



I won`t be back, mas na verdade voltou. Mas chateia lá para os lados do tio Sam, onde homens realizam sonhos, e onde mulheres metem implantes na esperança de usurparem os sonhos aos homens. Mas isso é outra história.
Esta história cartografa outra estrela, uma que acordou para a dura realidade do insonso sonho que repete noite após noite numa cama pesada, onde habitam anjos depenados e melodias nefastas. O sonhador foi o autor do fabuloso thriller, uma obra tão boa que custa a acreditar que alguma vez a decadente carcaça que o envolve a tivesse composto.
Para a história ficam também processos de assédio sexual a menores que lhe mancham mais que a honra. Acordar todos os dias, para ele deve ser penoso, como penoso deverá ser ve-lo de volta aos palcos a encetar um moonwalk em passos de bengala numa gravidade pesada, longe da glória fascista do bailado levado a palco por Armstrong em 69.
Mas daqui ficam os meus votos de sucesso e se voltares a Portugal, olha: vai tocar à assembleia da república que por lá já ninguém estranha espectáculos decadentes onde os intervenientes se arrastam num "eterno retorno".

terça-feira, 3 de março de 2009

VAI UM QUEIJINHO DA SERRA A LÁ KOSHER?


Corria o ano de 1962, quando o mundo foi brindado por mais uma farsa inexplicável. Uma façanha do outro mundo, ali onde Atlantis se afundou, e barcos e aviões civis, e "também militares" norte americanos se aventuraram mar dentro, para perder para sempre o norte,e não mais o encontrarem. Aí nasceu uma das maiores crises de sempre que o mundo moderno conheceu. Esse bicho papão com longos tentáculos como barba, foi a crise dos mísseis de Cuba. Foi em plena guerra fria que os soviéticos entraram por Cuba, por entre coqueiros e plantações de cana-de-açúcar. E as praias em vez de turistas, receberam alguns mísseis nucleares, cortesia do lunático Nikita Kruschev em represália à oferta semelhante da pop star J. F. Kennedy a uma Turquia emparedada, entre o Pacto de Varsóvia e o santo petróleo do islão.
Dessa crise nasceu o famoso embargo dos Estados Unidos a Cuba ou o bloqueio como por aqui ficou conhecido. Era um bloqueio comercial e económico do qual poucas elações podemos tirar. Ou seja, deveria esse bloqueio servir de exemplo para que modernas nações, se portassem bem e abandonassem os seus crimes de guerra?
Pois os israelitas pouco aprenderam com isso e lá vão lançado umas bombas sobre Gaza, e munidas com fósforo branco, sobre indefesos palestinianos. Apesar de tal substância ser proibida pela convenção de Genebra.
Longe de mim propor um bloqueio à jovem nação israelita, porque não brindá-la mesmo com algo?
E foi isso, que uma pequena aldeia portuguesa fez. Peraboa, pequena aldeia perdida no conselho da Covilhã, "mas encontrada pelos media israelitas, e agora também pelo os media portugueses"... E porquê esta súbita descoberta? Porque voltaram, "500 anos depois de D. Manuel I ter expulso os judeus de Portugal", a fazer o queijo da serra sobre as regras do ritual de purificação judaico kosher para que os israelitas o possam consumir nas pausas, das duras pedras lançadas da intifada!?
Proponho mesmo, "daqui do meu humilde canto", que fabriquemos também um espumante da Bairrada sobre o ritual kosher. E lá nos desloquemos para brindar com eles, sobre escombros de Gaza, entre o sorriso das crianças que brincam entre ruínas e excrementos de pão e agua...

domingo, 1 de março de 2009

CONGRESSO PS


Olha o cagão do Sócrates a dizer que a democracia não tira férias, nem tira dias. Então quando amordaçaram um catedrático em Coimbra, e quando livros são censurados isso é o quê? Pausa para um cafezinho?